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domingo, 6 de junho de 2010
sábado, 5 de junho de 2010
Seleção brasileira -1978
(Em pé: Nelinho, Leão, Oscar, Amaral, Batista e Rodrigues NetoAgachados: Gil , Toninho Cerezzo, Jorge Mendonça, Roberto Dinamite e Dirceu) - imagem google
O clima político na Argentina era de ruídos nas celas, e liberdades individuais assustadas com a tempestade de violência. Indiferente as qualidades permanentes que a natureza humana sofria na Argentina, o presidente da Fifa na época, o brasileiro João Havelange, em cumprimentos e abraços com o ditador Jorje Videla, era o representante perfeito do também governo brasileiro que faltava na nossa torcida quando da semifinal Brasil-Argentina.
Mas o Brasil de 1978, treinado por Claudio Coutinho, quatro anos depois que o sofisticado treinador holandês Rinus Michels revolucionou o futebol, a seleção brasileira era a mesma com a técnica de desempenho individual de cada jogador, predominando a "arte" do craque em campo. Até mesmo o torcedor brasileiro ainda não se adaptara a nova geografia do futebol, pois continuava reclamando a ausência dos heróis de 70 - Rivelino estava lá, no banco, contundido. Enquanto isso o Brasil assistia a seleções européias perspicazes que dominavam num estilo veloz típico da "laranja mecânica".
Quem acompanhou a evolução dos times europeus durante o maior torneio de futebol ali, a Liga dos Campeões da UEFA, e que a maioria dos brasileiros só tomariam conhecimento através da televisão, acompanhando com curiosidade nos anos 90, sabe dos pioneiros dessa tática e técnica fenomenais que estilizam o futebol mundial hoje. Tudo começou com os times do Ajax, ainda nos anos 70, que foi a base da seleção holandesa em 1974, e do Bayern Munich, Alemanha. A torcida européia sempre teve uma ligação íntima com os clubes que se destacam na copa européia, e nos anos 70 as seleções e times europeus estavam numa fase excelente. Enquanto o estilo "carrocel" se aperfeiçoava cada vez mais em campos europeus, o Brasil importava seus craques e a sentimental torcida se dedicava ao futebol "romântico" que por muito tempo havia de se jogar ainda no Brasil.
Mais uma vez a seleção brasileira decepcionou. Perdeu o terceiro lugar para o futebol revelação da Polônia, do craque (carequinha) Lato.
Quando as fortes indústrias americanas viram os brasileiros desprotegidos em campo, resolveram faturar: sobre o uniforme carimbaram ícones e nomes das grandes empresas; o capital estrangeiro descobrira um grande filão que precisava. Em 1978 a seleção brasileira entrou em campo com adidas.
A grande final, a Argentina entrou no "calderon" aclamada pela raça de ter matado o Peru por uma diferença de gols que os brasileiros não acreditavam, mas o time do Peru fez sua parte. E mais uma vez, o estiloso futebol holandês não venceu. A Argentina sagrou-se campeã, jogando dentro de casa.
f wilson
Mas o Brasil de 1978, treinado por Claudio Coutinho, quatro anos depois que o sofisticado treinador holandês Rinus Michels revolucionou o futebol, a seleção brasileira era a mesma com a técnica de desempenho individual de cada jogador, predominando a "arte" do craque em campo. Até mesmo o torcedor brasileiro ainda não se adaptara a nova geografia do futebol, pois continuava reclamando a ausência dos heróis de 70 - Rivelino estava lá, no banco, contundido. Enquanto isso o Brasil assistia a seleções européias perspicazes que dominavam num estilo veloz típico da "laranja mecânica".
Quem acompanhou a evolução dos times europeus durante o maior torneio de futebol ali, a Liga dos Campeões da UEFA, e que a maioria dos brasileiros só tomariam conhecimento através da televisão, acompanhando com curiosidade nos anos 90, sabe dos pioneiros dessa tática e técnica fenomenais que estilizam o futebol mundial hoje. Tudo começou com os times do Ajax, ainda nos anos 70, que foi a base da seleção holandesa em 1974, e do Bayern Munich, Alemanha. A torcida européia sempre teve uma ligação íntima com os clubes que se destacam na copa européia, e nos anos 70 as seleções e times europeus estavam numa fase excelente. Enquanto o estilo "carrocel" se aperfeiçoava cada vez mais em campos europeus, o Brasil importava seus craques e a sentimental torcida se dedicava ao futebol "romântico" que por muito tempo havia de se jogar ainda no Brasil.
Mais uma vez a seleção brasileira decepcionou. Perdeu o terceiro lugar para o futebol revelação da Polônia, do craque (carequinha) Lato.
Quando as fortes indústrias americanas viram os brasileiros desprotegidos em campo, resolveram faturar: sobre o uniforme carimbaram ícones e nomes das grandes empresas; o capital estrangeiro descobrira um grande filão que precisava. Em 1978 a seleção brasileira entrou em campo com adidas.
A grande final, a Argentina entrou no "calderon" aclamada pela raça de ter matado o Peru por uma diferença de gols que os brasileiros não acreditavam, mas o time do Peru fez sua parte. E mais uma vez, o estiloso futebol holandês não venceu. A Argentina sagrou-se campeã, jogando dentro de casa.
f wilson
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Blues
J.L.Rocha Nascimento
Infância
Duas ou mais coisas de que sinto saudade: do único vialejo que ganhei, presente não sei de quem; perdi-o antes mesmo de aprender a tocá-lo. Minha caneta esferográfica de quatro cores, o Jeep cara alta que encarava qualquer rodagem. O Fenemê do Eron comia poeira, os outros aparentados a morrer de inveja. Ah, minha fazenda de gado feito de ponta de chifre de boi. Meu cavalo alazão de talo de carnaúba com suas orelhas empinadas e atentas a tudo, arisco que só, o rabo levemente tosado dava mais elegância ao trote garboso.
Minhas conversas de final de tarde com meu primo Raimundo. Debaixo do pé de figueira, montados a cavalo, e sob o olhar atento da tia Araci, discutíamos quem tinha mais cabeça de gado zebu, nas suas contas era sempre ele.
De acordar cedinho com o assobio de meu pai ordenhando a vaca parida, o bezerro, arreado, queria mais, não deixava quieto o rabo. De beber leite mugido, ainda morninho, no copo de alumínio. Da janela eu ficava esperando, os olhos remelentos. Um bico do peito dava pra encher um balde. No meu copo, a espuma ficava por cima. Eu bebia de um gole só, meu pai se ria com os bigodes brancos que marcavam meus beiços. Dos pigarros de minha avó Luisa e sua asma, nas noites de frio, aquilo só me doía e me deixava insone. Dos peitos de Vitória balançando quando pilava arroz, dos banhos quando o riacho estava cheio. Eu mergulhava para mexer com as vergonhas da prima Júlia, deixando boquiabertos os outros; os mais novos, a mão na boca, em vão, tentavam esconder o riso.
Das arapucas de pegar passarinho. De chupar manga de fiapo, me lambuzar com mel de sanharó, arrancar cabeça-de-frade pra tia Julita fazer cocada, bolo de forno, comer umbu verdadeiro, tirar água do poço, atirar em labigó, catar oiticica na beira do riacho para fazer sabão, de comer maria-preta, das espingardas de talo de bananeira.
Do que eu não gostava: beber emulsão Scott e tomar injeção. Nem de ver alguém, me escondia debaixo da mesa. Tem mais. Outra coisa de que não sinto saudade: da palmatória com que a tia Araci me castigava, que eu tinha que aprender a escrever com a mão direita. Do gato que comeu meu canário de briga.
J.L.Rocha Nascimento in Confraria Tarântula.blogspot.com
Duas ou mais coisas de que sinto saudade: do único vialejo que ganhei, presente não sei de quem; perdi-o antes mesmo de aprender a tocá-lo. Minha caneta esferográfica de quatro cores, o Jeep cara alta que encarava qualquer rodagem. O Fenemê do Eron comia poeira, os outros aparentados a morrer de inveja. Ah, minha fazenda de gado feito de ponta de chifre de boi. Meu cavalo alazão de talo de carnaúba com suas orelhas empinadas e atentas a tudo, arisco que só, o rabo levemente tosado dava mais elegância ao trote garboso.
Minhas conversas de final de tarde com meu primo Raimundo. Debaixo do pé de figueira, montados a cavalo, e sob o olhar atento da tia Araci, discutíamos quem tinha mais cabeça de gado zebu, nas suas contas era sempre ele.
De acordar cedinho com o assobio de meu pai ordenhando a vaca parida, o bezerro, arreado, queria mais, não deixava quieto o rabo. De beber leite mugido, ainda morninho, no copo de alumínio. Da janela eu ficava esperando, os olhos remelentos. Um bico do peito dava pra encher um balde. No meu copo, a espuma ficava por cima. Eu bebia de um gole só, meu pai se ria com os bigodes brancos que marcavam meus beiços. Dos pigarros de minha avó Luisa e sua asma, nas noites de frio, aquilo só me doía e me deixava insone. Dos peitos de Vitória balançando quando pilava arroz, dos banhos quando o riacho estava cheio. Eu mergulhava para mexer com as vergonhas da prima Júlia, deixando boquiabertos os outros; os mais novos, a mão na boca, em vão, tentavam esconder o riso.
Das arapucas de pegar passarinho. De chupar manga de fiapo, me lambuzar com mel de sanharó, arrancar cabeça-de-frade pra tia Julita fazer cocada, bolo de forno, comer umbu verdadeiro, tirar água do poço, atirar em labigó, catar oiticica na beira do riacho para fazer sabão, de comer maria-preta, das espingardas de talo de bananeira.
Do que eu não gostava: beber emulsão Scott e tomar injeção. Nem de ver alguém, me escondia debaixo da mesa. Tem mais. Outra coisa de que não sinto saudade: da palmatória com que a tia Araci me castigava, que eu tinha que aprender a escrever com a mão direita. Do gato que comeu meu canário de briga.
J.L.Rocha Nascimento in Confraria Tarântula.blogspot.com
Conto de Emerson Araújo
O Abraço do Escorpião
O grito estridente de Aparecida às duas horas de uma madrugada seca fez a rua acordar. Lâmpadas acesas, os vizinhos pelas frestas das portas.
.
Aparecida dentro da rede de cordas velhas, tremia em convulsão. Vovó Perpétua cambaleando foi a primeira a se levantar, não tinha nenhum ungüento em casa, na perna de Aparecida a marca da telson pelo fio de sangue esverdeado. No Mil Réis era comum as lacraus saírem à noite a procura de comida.
.
A perna de Aparecida continuou a roxear, minha prima não chegaria à manhã seguinte. Uma lágrima desceu do meu rosto, não teria mais nas noites de chuvas torrenciais o corpo quente, o cheiro de azeite de mamona daqueles cabelos espichados e nem o odor quase insuportável do frasco de príncipe negro derramado debaixo dos braços.
.
Não tinha jeito, o veneno agia lentamente sobre aquele corpo azeitonado, sem piedade. Logo, logo, Aparecida estaria dentro de um caixão de madeira frágil. O rosto lívido, flores amarelas enfeitando a manhã seguinte.
.
Vovó abriu a porta, saiu, quando retornou, trouxe Padrinho Adão.
.
Padrinho cuspiu o fumo mascado na entrada da porta, tirando do pequeno alforje de brim azul uma faca miúda, amolada. Sobre Aparecida fez o que tinha de ser feito. No outro dia, eu voltaria a Oeiras.
No mês de dezembro, voltei ao Mil Réis novamente para as férias de fim de ano, Aparecida com um alguidar na mão separava o feijão da safra de abril, um par de muletas encostado à parede sem reboco, fazia parte do cenário.
Emerson Araújo
Em: blog legal - expressão em mote
O grito estridente de Aparecida às duas horas de uma madrugada seca fez a rua acordar. Lâmpadas acesas, os vizinhos pelas frestas das portas.
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Aparecida dentro da rede de cordas velhas, tremia em convulsão. Vovó Perpétua cambaleando foi a primeira a se levantar, não tinha nenhum ungüento em casa, na perna de Aparecida a marca da telson pelo fio de sangue esverdeado. No Mil Réis era comum as lacraus saírem à noite a procura de comida.
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A perna de Aparecida continuou a roxear, minha prima não chegaria à manhã seguinte. Uma lágrima desceu do meu rosto, não teria mais nas noites de chuvas torrenciais o corpo quente, o cheiro de azeite de mamona daqueles cabelos espichados e nem o odor quase insuportável do frasco de príncipe negro derramado debaixo dos braços.
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Não tinha jeito, o veneno agia lentamente sobre aquele corpo azeitonado, sem piedade. Logo, logo, Aparecida estaria dentro de um caixão de madeira frágil. O rosto lívido, flores amarelas enfeitando a manhã seguinte.
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Vovó abriu a porta, saiu, quando retornou, trouxe Padrinho Adão.
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Padrinho cuspiu o fumo mascado na entrada da porta, tirando do pequeno alforje de brim azul uma faca miúda, amolada. Sobre Aparecida fez o que tinha de ser feito. No outro dia, eu voltaria a Oeiras.
No mês de dezembro, voltei ao Mil Réis novamente para as férias de fim de ano, Aparecida com um alguidar na mão separava o feijão da safra de abril, um par de muletas encostado à parede sem reboco, fazia parte do cenário.
Emerson Araújo
Em: blog legal - expressão em mote
Zinhof
O maior site de divulgação de cds do mundo está com seus dias contados. É que estão apagando todos os links que disponibilizam baixar pela internet novos e antigos cds de rock, blues, jazz, pop neste site - zinhof.blogspot.com.
As indústrias de discos estão vasculhado a grande rede, pente fino, deletando todos os links não autorizados pelos direitos autorais que protegem os artistas musicais.
Até aí, tudo bem. A indústria precisa vender, o artista lucrar com seu trabalho. Mas quanto maior a divulgação do disco, do artista, melhor. Há o grande público que "baixa" cds de compositores (muitos desconhecidos) para conhecê-los, e procurar comprar o cd original, quando existe para venda na cidade ou na internet.
Essa questão ainda vai rolar muita discussão. De uma coisa o internauta sabe muito bem: não há lei que reverta uma tecnologia em andamento. Fecha-se um blog e surgem centenas com a mesma cara. Para o bem da cultura universal.
F Wilson
As indústrias de discos estão vasculhado a grande rede, pente fino, deletando todos os links não autorizados pelos direitos autorais que protegem os artistas musicais.
Até aí, tudo bem. A indústria precisa vender, o artista lucrar com seu trabalho. Mas quanto maior a divulgação do disco, do artista, melhor. Há o grande público que "baixa" cds de compositores (muitos desconhecidos) para conhecê-los, e procurar comprar o cd original, quando existe para venda na cidade ou na internet.
Essa questão ainda vai rolar muita discussão. De uma coisa o internauta sabe muito bem: não há lei que reverta uma tecnologia em andamento. Fecha-se um blog e surgem centenas com a mesma cara. Para o bem da cultura universal.
F Wilson
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Seleção brasileira -1974
SELEÇÃO DE 1974
Em 1974, a seleção brasileira era a favorita, almejava o tetracampeonato mundial de futebol. O mundo inteiro esperava os brasileiros repetirem o desempenho que encantou em 1970, no México. Mas nem Pelé, nem Tostão, nem Gérson nem pernas de outros craques daquela geração suportariam a correria em campo de novas táticas que o futebol revolucionário da seleção holandesa mostraria naquela copa. O "carrocel" holandês comandado pelo craque Johannes Cruyff perdeu na final para a dona da casa, a Alemanha de Beckenbauer.
f wilson
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