sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Poema de Natal

("NatalAustrália". Imagem: Google)



*Emerson Araújo


 A alegria da humanidade, Jesus.

 

“Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco).”  
(Mateus, 1:23)                        
                        
                           
Concebo um novo verbo: natanear
E o oferto em bandeja de prata
A todos e a todas que esperam pelo jantar
A mesa, talvez, não seja farta de manjares
Mas terá um naco de pão e de luz a caminho
Um cálice de vinho velho
Adufes cantarolando a alegria.

Eis que o verbo natanear
Será o meu espanto
Diante da chuva bloqueada
Num fim de tarde de dezembro
Velas acesas nos umbrais das portas e janelas
No advento do sertão do homem do sertão
Que se veste, agora, de linho branco da paz.

E entre o espanto e o verbo
A candeia e o caminho
Tomo comigo e te oferto Emanuel
Numa tardezinha de sertão
Neste dezembro do sertão.



Texto extraído de Blog Legal – Expressão em Mote, veiculado hoje, 23.12.2010

*Emerson Araújo é professor e poeta de mão cheia.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Conto em "Tarântula"

(Camilos, Ceará. Foto: F Wilson)

Por J. L. Rocha do Nascimento

ECOS DE UMA INFÂNCIA

As folhas secas varridas do chão levantam vôo. Um gato, rápido, dobra a esquina (vi a ponta do rabo preto) e se esconde num canto qualquer da velha casa. Minutos depois, ainda o vento. As folhagens das mangueiras tocam-se umas nas outras, se cumprimentam, fazem festa. Vem chuva aí. Por enquanto, pingos, apenas pingos, um aqui outro acolá. Na minha cabeça, um deles explode. Olho pro céu. Um clarão parte no meio a nuvem negra. No instante seguinte, o chão estremece sob meus pés. O velho vira-lata, que mal arrasta a pata, não se assusta mais. Deus ralhando com São Pedro. Mais pingo pingando. Ergo mais a cabeça. Escancaro a boca. Um deles, que eu aparo com a língua, com o impacto, se transforma em estilhaços. Doce. O crepitar no telhado. Agora sim, é chuva. Sonora. Caí do céu, escorrega pelo chão. De volta, aquela infância. O cheiro de terra molhada. Fofa, fina, revirada. O banho de bica. A bronca de mãe. O grito de pai. Noite de febre. Minha tia e sua reza forte. Na manhã seguinte, o riacho cheio.

* Texto extraído do Blog Confraria Tarântula. Postagem lá feita em 22.12.2010

Natal em Brasília

(Charge: Lute) 

"Charge do Dia" veiculada no Blog do Lute e no Jornal Hoje em Dia

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

"Canon" de Pachelbel, em mais uma bela coletânea barroca

Do riquíssimo mundo musical barroco, talvez o "Canon" de Pachelbel seja o mais copiado, o que tenha sofrido as mais variadas interpretações em mais de quatro séculos de música no ocidente. Nem mesmo a genialidade de Bach, juntando suas espetaculares "fugas" e "catatas" não conseguem superar a quantidade de interpretações que fazem sobre a magia do Canon.

Sempre a escuto no toca-cd do meu carro, sozinho na manhã ao trabalho, e também já me acostumei com uma respiração ao meu lado, acho que a respiração de Deus, que eternizou essa música do Pachelbel.


Link para download em Blogger Musical (Beautiful Classical Music) - Postagem feita em domingo, noviembre 28, 2010

http://www.megaupload.com/?f=Q4P64E71


f wilson


Poema do riso

(Câmara.gov.br/internet/bancoimagem)

Convocação do riso

Os parlamentares estão aos risos elásticos
O extra amolece a irmandade rimente
Projeto ridente, sessão risante, voto riando
É dinheiro gordo na conta sorrisonha

A confraternização se consome em abraços derrimentes
Tapinhas nas sobrecostas, insistentes batuques sobrerrisos
Mão leve sabe bater em arredondados sobrerrisores
Enquanto a outra ligeira esrir as nádegas hílares

A família sorrideira não podia faltar a ride festa
As madames e filhos hilariantes dos parlamentares risores
O champanha, o uísque, o chopinho: TIM-TIM! SORRIDE!

O brinde sorrimente está pago pelo povo desdentado
Brasileiro que faz sorrir seus honrados representantes
Que faz patrocinar risadas de sorrideiros risores

f wilson

* Copiado do livro "Privacidade", de autoria desse blogueiro.