domingo, 16 de agosto de 2009

Conto "O Algebrista" (continuação)


(Av. Frei Serafim - Foto sem crédito)

O ALGEBRISTA --- Ato III
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(Airton Sampaio)
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Acordei zonzo, talvez borboleta depois de lagarta e antes, só um pouco antes, do primeiro voo. À minha frente não o Mestre, autor da tese Os Quatérnios ou quatro contistas modernos na linha do equador. Nua, ei-la: Octaedra. Pensei, naquela terrível tarde de domingo, que nunca mais a-veria, a Octa.
--- Octa não, Paola.
E agora ela ali, nua! Senti-me queimar por dentro e o pau o-aconcheguei com a mão, como de costume. Nada? Sim, nada! Eu, Gregório Py, e ela, vá lá, Paola, ambos sem sexo. Mas e a quentura, a nossa? Só o Mestre me-esclareceria, porém terás que esperar, pois o Algebrista execrável rodeado está agora de números e equações complexos e, quando assim, o silêncio dEle é retumbante, ela disse, e uma mulher, quando quer, ensina tudo, ela arrematou, e então se-aproxima, então me-enlaça e quanto mais nos-apertamos o fogo mais nos-queima por dentro e, depois do infinitincêndio, vamos esfriando, esfriando, esfriando...
--- É assim aqui, Gregório.
Pronto. Era assim aqui! Nem mais carecia de incomodar o execrável Algebrista, Mestre ele o meu, autor de universitárias teses.
--- E aqui é onde, Octa, quer dizer, Paola?Até amanhã. Até, eu respondi, e ela foi sumindo, sumindo, sumindo... Paola?
--- Uma libélula, Py, você.--- Não mais lagarta?
--- Libélula, Fortunato, agora.Porra, e essa voz? De quem era mesmo a porra dessa voz esférica? É do geômetra, hem, Paola, é dEle essa voz, em espiral?
--- Greg...
--- Quatérnia!
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Extraído do Blog Confraria Tarântula.

sábado, 15 de agosto de 2009

LES PAUL 2009



(foto: wikpédia)


Conta a lenda dos anos 60 que um estudante adolescente apaixonado por guitarras, rabiscou um modelo do instrumento no caderno, em sala de aula. Levou uma bronca do professor que sugeriu ouvisse ou desenhasse Paganini. Do violonista clássico ele conhecia muito bem, inventar uma história igual à que fez de Paganini o mehor violonista da história da música era outra coisa.

Se Paganini arrancou as tripas do melhor violonista ( um popular miserável que ganhava suas moedas nas ruas da Itália medieval) para esticá-las do couro de fezes inspiração. Mas isso foi Paganini.

Como todo adolescente que tira sons de curvas femininas, nada estranho de um punheteiro elétrico desenhar a forma mais sensual de uma guitarra, sonho de todo jovem estudante que mistura acordes musicais com regras gramaticais mais equações matemáticas e outras ciências que se transformam num liquidificador da vida. Claro que para experimentar esse sabor é preciso saber viver, nada menos do que saber ouvir, ver, argumentar ou apenas perceber o que intuição artística é privilégio do ser humano.
Mas o assunto aqui é guitarra, marcas de guitarra. Ouvi grandes guitarristas que desconheço causas que rejeitaram a marca americana. Richie Blackmore e Jimi Hendrix, dois maiores guitarristas de todos os tempos não usaram a "Gibson" americana. BB king, a maior legenda viva do rock & blues viva, faz da sua "Lucille" (uma Gibson) espetáculo para qualquer geração.
Quem ouviu Peter Framptom pensava ser aquele jovem louro inglês ser um propagandista da marca "Les Paul". Peter Framptom fez do álbum "Álive" uma das maiores histórias da música ocidental: talento, tecnologia e inspiração para toda geração futura.
Para lembrar: um grande guitarrista brasileiro admirado na Europa: VICTOR BIGLIONE.
Breve vou postá-lo aqui neste blog.
Les Paul morreu em 13/08/2009

domingo, 26 de julho de 2009

Investigações sobre o senador acadêmico

(foto: arquivo uol)

Colegas de Sarney na ABL se calam sobre escândalos no Senado
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Maurício Savarese
Do UOL Notícias Em São Paulo
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Eleito membro da ABL em 1980, o presidente do Senado não volta à sede desde setembro de 2008
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Se o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), sofre com a pressão dos colegas parlamentares e da mídia para deixar o cargo, há pelo menos um grupo do qual ele participa que aceita guardar silêncio obsequioso sobre as denúncias que o envolvem nos últimos meses: a Academia Brasileira de Letras (ABL), da qual é membro desde 1980 e que o recebeu na época apenas como um político metido a escritor.
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"Ele está por fora do assunto", disse uma assessora do cientista político Hélio Jaguaribe. "O escritor João Ubaldo Ribeiro agradece a lembrança do seu nome, mas não tem interesse em fazer comentários sobre o seu confrade José Sarney", afirmou outra.
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"Prefiro não me manifestar. Sorry", informou o historiador José Murilo de Carvalho.
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"Ele acha que quem pode falar sobre isso é apenas o presidente da Academia", esquivou-se o bibliófilo José Mindlin, de acordo com sua secretária. O presidente da ABL, Cícero Sandroni, ocupado com uma série de eventos com intelectuais franceses no Rio de Janeiro, não retornou as ligações que pediam entrevista sobre o ocupante da cadeira 38, cujo patrono é o escritor e germanófilo Tobias Barreto (1839-1889) e que já foi ocupada pelo aviador Santos Dumont.
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A secretária do escritor Carlos Heitor Cony informou que ele também não poderia responder à reportagem por estar participando da mesma série de encontros de Sandroni, feita em celebração ao Ano da França no Brasil.
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A assessoria de imprensa da escritora Nélida Piñon pediu mais detalhes sobre o foco da reportagem e depois de obtê-los na manhã de quarta-feira não voltou a fazer contato.A assessoria de imprensa da ABL tampouco conseguiu contato para tratar do tema com o diplomata Affonso Arinos de Mello Franco, a escritora Ana Maria Machado, o cineasta Nelson Pereira dos Santos e o teatrólogo Sábato Magaldi. Informou apenas que Sarney não vai ao prédio da academia desde setembro do ano passado e que os acadêmicos, todos grandes intelectuais e com opiniões próprias, não têm espírito de corpo que os constrangesse a falar sobre o presidente do Senado.
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Procurados por correio eletrônico desde o início da semana, o jornalista Arnaldo Niskier, o escritor Paulo Coelho e o crítico de literatura Alfredo Bosi não responderam aos pedidos de entrevista.
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Buscados por telefone desde o início da semana, o diplomata Celso Lafer, o gramático Evanildo Bechara e o senador Marco Maciel (DEM-PE) não retornaram as ligações para comentar sobre o colega.
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O secretário pessoal de Ariano Suassuna informou que o escritor está "incomunicável no sertão de Pernambuco, onde costuma descansar".
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A ABL conta com 40 cadeiras, a reportagem do UOL Notícias procurou 19 "imortais", como são conhecidos os membros do grupo.
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Apenas um aceitou conversar sobre o colega Sarney: o escritor Moacir Scliar.Exército de um homem sóAutor de diversos contos e livros, como "A Majestade do Xingu", "Um Centauro no Jardim" e "Exército de Um Homem Só", Scliar é membro da ABL há seis anos. Em meio a pedidos de renúncia feitos inclusive pelos colegas de Sarney no Senado, o escritor evitou condená-lo antes que as investigações sobre todas as denúncias sejam concluídas."Temos instrumentos democráticos e é importante confiar neles para resolver quando vivemos crises", afirmou em entrevista por telefone. Ele acrescentou também que "a crise envolve o Sarney político, não o membro da ABL". Scliar afirmou que a onda de denúncias nos jornais constrange os brasileiros e abala a fé deles de que haverá punição pelos eventuais desvios éticos que tenham sido cometidos com envolvimento de senadores."Como cidadão, confio nas investigações que vão se fazer, temos que respeitar todos os ritos de maneira democrática. Me coloco do lado de todos os brasileiros. Nós temos que aguardar e nossa maneira de intervir nesse processo é basicamente pelo voto, que repercute nos mesmos mecanismos que apresentam esses problemas hoje", disse.Scliar afirmou não recordar de outro momento em que um dos membros da casa tenha sido envolvido numa série de denúncias tão grave quanto as dirigidas a Sarney, com quem disse ter tido pouca convivência. Ele pondera que conhece várias outras pessoas se envolveram com problemas políticos e que fica "consternado por elas e pelo país".
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Sarney é acusado de usar sua influência para favorecer familiares e assessores e é presidente de uma Casa que sofre denúncias de mau uso de recursos públicos. Sustenta-se no cargo graças à influência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu aliado, e de setores da base de apoio do Palácio do Planalto que defendem sua permanência em favor da governabilidade.
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Obra literária. O antecessor de Sarney na cadeira 38 da ABL foi o escritor José Américo de Almeida (1887-1980), autor do livro "A Bagaceira", publicado há 81 anos. Especialistas consideram essa obra do autor paraibano como o marco fundador do romance regionalista do movimento modernista brasileiro.
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Em seu discurso de posse na ABL, Sarney, que já era senador e mais tarde se tornaria um dos artífices da candidatura de Tancredo Neves à Presidência da República, ocupando posto de vice em sua chapa, admitiu que sua cadeira era "marcada pela política". "Ela foi o fato capaz de, alcançando um tratamento transcendente, entrar nos domínios da arte, por intermédio da participação literária de seus ocupantes."Quando foi indicado, tinha publicado os livros "A Canção Inicial" (1952), "Norte das Águas" (1969) e "Marimbondos de Fogo" (1978), que não foram grande sucesso de público ou de crítica no Brasil nem no exterior. Depois da posse na ABL, publicou reedições dessas obras e escreveu outras: "10 Contos Escolhidos" (1985), "Brejal dos Guajas e Outras Histórias" (1985), "O Dono do Mar" (1995), "A Onda Liberal na Hora da Verdade" (1999), "Saraminda (2000), "Saudades Mortas" (2005) e "Tempo de Pacotilha" (2004), além de compilações de suas colunas em jornais.
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Enquanto ocupou o Palácio do Planalto, depois de Tancredo nem sequer assumir o cargo, Sarney teve "Norte das Águas" traduzido para inglês, espanhol, francês, alemão, russo, chinês, búlgaro e romeno. Depois de passar o cargo a Fernando Collor, viu "O Dono do Mar" ser vertido para inglês, francês, espanhol, grego, árabe e romeno. Mais tarde mereceu até filme em 2007, dirigido por Odorico Mendes.Especialistas consideram "O Dono do Mar" o melhor texto da carreira literária de Sarney.
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Os rivais preferem fazer piada ao dizerem que o livro deveria se chamar "O Dono do Mar Anhão". A história se desenvolve ao redor do pescador Antão Cristório, que perdeu o filho, Jerumenho, graças à vingança de um marido traído.O personagem central é Antão Cristório, um pescador que desde pequeno aprendeu a conhecer o mar e suas armadilhas. Há alguns anos, perdeu seu filho Jerumenho, vítima da vingança de um marido traído. A falta de perspectiva o faz viver do passado e ele passa a misturar fantasia com ficção.
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O site da ABL, que não inclui a atual passagem dele pela presidência do Senado, informa que Sarney é também membro do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, da Academia Maranhense de Letras, da Academia Brasiliense de Letras e da Academia das Ciências de Lisboa.
Notícia circulada em 26.07.2009

sábado, 4 de julho de 2009

Frank Zappa - Saarbrücken 1978


Gravação do show realizado no Saarbrücken Open Air Festival, Ludwigsparkstadion Saarbrücken (Alemanha) em 03 de setembro de 1978.
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FRASES: "Não gosto do pop comercial. Não aceito a intenção por trás dele". "Pessoas que não sabem escrever entrevistando pessoas que não sabem falar para pessoas que não sabem ler" (sobre a imprensa musical).
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Saarbrücken 1979


01. Dancin' Fool0
2. Easy Meat Listen0
3. Honey, Don't You Want a Man Like Me?
04. Keep It Greasey
05. Village of the Sun
06. Meek Shall Inherit Nothing
07. City of Tiny Lites
08. Pound for a Brown
09. Bobby Brown
10. Conehead
11. Flakes
12. Magic Fingers
3. Don't Eat the Yellow Snow
14. Nanook Rubs It
15. St. Alphonso's Pancake Breakfast
16. Rollo
17. Bamboozled by Love
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Copiado do blog: Lágrima Psicodélica

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Otto Maria Carpeaux

(foto sem crédito)
Ivan Junqueira*
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"Era sempre o primeiro a chegar à redação, antes mesmo de Antonio Houaiss, outro exemplar madrugador. Pontualmente às 8h, lá estava ele à sua mesa, ao lado de quatro maços de Hollywood, sem filtro, que seriam nervosa e diligentemente consumidos até o fim da tarde. Carpeaux controlava não apenas o ritmo de produção dos redatores, tradutores, revisores e datilógrafas, mas também a maior parte dos textos que chegavam dos colaboradores externos das diversas áreas disciplinares da enciclopédia. Tinha particular aversão pelo especialista em cinofiolia, a quem tratava, com desprezo, de "cachorreiro". Irritavam-no, também, os textos de hagiologia, com aquela prodigalidade de datas comemorativas de santos sepultados e deitava-os à cesta de lixo, rosnando entre dentes: "Ossos de cachorro". Certa vez, às gargalhadas, veio apontar-me um erro cometido por uma das datilógrafas (por sinal, a mais graciosa de todas), que naquela época tinham de lidar com textos manuscritos dos redatores. No verbete sobre Castro Alves, onde o redator escrevera "Espumas flutuantes", a moça datilografara "Espermas flutuantes" (...)".
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Fragmento de texto extraído da introdução "Mestre Carpeaux" ao livro "Ensaios Reunidos 1946-1971 Vol. II. Universidade Editora/Topbooks, RJ, 2005.
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*Poeta e ensaísta. presidente da Academia Brasileira de Letras.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Rapidshare é obrigado a instalar filtro



Fonte: Info Abril
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SÃO PAULO – A Corte Regional de Hamburgo, na Alemanha, decidiu ontem (23) punir os responsáveis por um dos mais populares armazenadores de arquivos da web, o Rapidshare.A ação, movida pela associação GEMA de proteção ao copyright, resultou em um mandado de instalação de um filtro que elimine os arquivos que não são livres de direitos. Além de prever uma multa milionária.
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A associação alemã, que alega representar mais de 65 mil músicos e compositores do mundo, argumentou que cinco mil faixas de seus clientes estavam disponíveis na internet sem respeitar os direitos autorais, segundo o TorrentFreak.A justiça do país concordou com a tese e obrigou o Rapidshare a eliminar todas essas músicas dos servidores e garantir que não sejam carregadas novamente. O valor estimado das cinco mil faixas, de acordo com sentença judicial, é de 24 milhões de euros.
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Instalar o filtro deverá ser um trabalho mais árduo do que os desenvolvedores do Mininova tiveram, afinal, grande parte dos arquivos são compactados em ZIP e possuem uma proteção de senhas."GEMA continuará a fazer tudo que pode para blindar os membros da pirataria online. Nós estamos confiantes que por esse caminho nós estaremos aptos para reduzir o uso ilegal do repertório da GEMA na internet para um nível insignificante", declarou o CEO Dr. Harald Heker, CEO da associação, ao site Billboard.biz.
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O CEO do Rapidshare, Bobby Chang, diz que não considera o episódio algo catastrófico. "Como outros processos em disputas similares com GEMA já mostraram, há uma considerável disparidade entre os tribunais individuais em alguns casos", declarou ao mesmo site.
O Rapidshare opera na Suíça, mas é propriedade alemã. GEMA é uma sigla para Gesellschaft für musikalische Aufführungs- und mechanische Vervielfältigungsrechte, que significa algo como Sociedade de Direitos para Performances Musicais e Reproduções Mecânicas.
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NOTA: O site TorrentFreak diz que, diferentemente do que afirmaram anteriormente, o Rapidshare não tomou a multa de 24 milhões de euros. Este valor seria o que o tribunal alemão estimou pelo valor das cinco mil faixas que a GEMA pediu indenização. Por enquanto, a decisão judicial mandaria que o Rapidshare instale um filtro de conteúdo e que não reproduza nenhuma das músicas da GEMA. Os outros veículos ainda permanecem dizendo que há uma multa corrente.

domingo, 21 de junho de 2009

Tarântulas


(foto: Anchieta Fernandes)
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Os Tarântulas na churrascaria do chinês (Parque Piauí). Da esquerda para a direita: J L Rocha do Nascimento, este blogueiro (sequaz), Bezerra JP, M de Moura Filho e Airton Sampaio.
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O ALGEBRISTA – ATO I
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por J.L.Rocha do Nascimento
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Quando desceu ao inferno, percebeu que o olho esquerdo tremia de forma intermitente. Não era medo. E nem havia com o que se preocupar. A equação estava resolvida. Ocorria sempre que ficava ansioso ou era submetido à pressão. Por isso, não se incomodou. Desceu mais um degrau. No terceiro, sentiu-se arder. À medida que descia, a fonte de calor aumentava. Tudo bem, não havia o risco de cozinhar o cérebro, disso tinha certeza. Não podia dizer o mesmo em relação ao resto do corpo. A cada passo dado, a sensação era a de que começava a descarnar. Ainda assim, resoluto, continuou. Precisava encontrar seu guia. Quando venceu a primeira encruzilhada, surgiu uma bifurcação. Antes de se decidir, cruzou-lhe o caminho um ancião de barbas longas. Desnudo, deslizava numa prancha de surf. Ofereceu-se para conduzi-lo à terceira margem. Já tenho guia, que me aguarda adiante, recusou gentilmente, em latim. Sem disfarçar a ira que lhe tomava a face enrugada, o ancião inflamou as têmporas e blasfemou em grego. Em seguida, numa manobra radical, sumiu no meio do nevoeiro. Decidiu então margear o rio de águas turvas que surgiu à frente, pela direita. Centenas de metros depois, o nevoeiro já desfeito, divisou uma grande árvore que outrora fora uma Oliveira. Ali, ao seu pé, um irlandês de testa longa e calvície reluzente fazia a primeira refeição. Sopa de números complexos. Tinha as costas voltadas para o sul e o olhar para uma incógnita. Antes de descarnar, respondia pelo mesmo nome que, como homenagem, dera ao único filho, fruto de uma relação com Dolores. Encontrara enfim o mestre. Aproximou-se lentamente. Foi denunciado pela temperatura do corpo. Está atrasado um milésimo de segundo, disse com precisão o mestre, não deixando margem a reticência. Sirva-se com algumas dessas variáveis. Estou entediado. E prepare-se, que a jornada será longa. Então, mestre, pode me levar até ao Geômetra? Detestava os geômetras, bem como aos seus círculos e quadrados redondinhos. A única queixa dos gregos. Detestava também quando o confundiam com um deles. Sou algebrista, dizia com firmeza e desdém.
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Mas agora não havia outra saída, senão se curvar. Para realizar o seu objetivo, tinha que falar com o geômetra execrável. Era o único que tinha a chave. Em breve o mundo tomaria conhecimento da sua reformulação. A maior descoberta depois da obra prima do mestre, os quatérnios.
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O preço que teria que pagar, é certo, seria alto. A começar pela própria vida terrena.
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* Extraído do blog confraria tarântula. A segunda parte desse conto foi entregue ao Leonam (Moura Filho). Aguardemos qual o melhor da "troupe".